A vida social das coisas – da resistência à liberdade
Este recurso interativo oferece uma abordagem inovadora para compreender a resistência e a clandestinidade durante a Ditadura e o Estado Novo em Portugal. Através de documentos históricos, ilustrações e áudios, o projeto permite que objetos do quotidiano, como livros, roupas e utensílios, "narrem" as experiências daqueles que lutaram pela liberdade.
Proposta de operacionalização
Após a exploração do recurso A Vida Social das Coisas, o professor promoverá uma abordagem colaborativa e dinâmica, envolvendo os alunos numa análise conjunta do papel desempenhado pelos objetos na sociedade portuguesa durante o Estado Novo. A exploração do recurso será realizada em grupo, com pausas estratégicas que permitam fomentar o debate e a reflexão crítica sobre os temas abordados.
Durante estas pausas, o professor deverá incentivar os alunos a refletir sobre a forma como os objetos de consumo e de uso quotidiano foram utilizados pelo regime para reforçar a ideologia do Estado Novo, como refletiam mecanismos de controlo social e de que modo os indivíduos se relacionavam com esses objetos, tanto em espaços públicos como privados. A análise deverá ir além da componente material dos objetos, procurando compreender o seu significado simbólico e político.
No final da exploração, será promovida uma discussão plenária com o objetivo de consolidar as ideias-chave, centrando-se na relação entre objetos, poder e resistência. Esta discussão deverá conduzir à formulação de conclusões sobre o impacto social e político dos objetos, estabelecendo pontes entre o passado e o presente.
Os alunos podem recorrer a este recurso para se apropriarem do contexto do Estado Novo e, desta forma, relacionarem as sequências narrativas de obras como O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago.
Ficha técnica
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